O Museu do Bank al-Maghrib, em Rabat, é um dos museus mais interessantes da capital marroquina, que se destaca justamente pela variedade desse tipo de espaço cultural. Alguns a gente já abordou neste blog, como a Villa des Arts ou o da Joalheria, e agora é a vez deste outro, no coração da cidade, representando uma das melhores surpresas que um turista pode ter em Rabat.
O que é o Museu do Bank al-Maghrib
O Museu do Bank al-Maghrib é o museu do banco central do Marrocos, ou seja, a instituição responsável por supervisionar a economia local, o funcionamento dos bancos privados e, sobretudo, emitir a moeda local (dirham) e estabelecer seu valor, assim como fazem outros bancos centrais no mundo.
E, assim como esses mesmos bancos centrais, ele tem seu próprio museu, localizado na capital do reino, Rabat. Portanto, trata-se de um museu essencialmente econômico e numismático, mas também conta com outros espaços mais gerais que podem interessar a qualquer tipo de turista. Este museu foi fundado em 2002, já sob o reinado de Mohammed VI, e reformado em 2009 para dotá-lo de instalações mais adequadas à sua função.
Áreas do Museu do Bank al-Maghrib
O espaço expositivo do Museu do Bank al-Maghrib se divide em três áreas principais:
- História do Bank al-Maghrib
- História das divisas
- Galeria de Arte
Do ponto de vista puramente turístico, as duas últimas áreas são talvez as mais interessantes. No espaço dedicado à História das divisas, é feito um panorama do acervo do próprio banco em numismática, ou seja, moedas que remontam à Antiguidade, por exemplo à época romana, quando o norte do Marrocos fazia parte daquele grande império. A expansão islâmica também representou uma mudança fundamental em matéria monetária, como mostram as salas, com moedas omíadas ou a famosa dobra almóada, entre outras, assim como cédulas até chegar ao atual dinar. No total, mais de 30.000 documentos monetários, dos quais são expostos apenas os mais representativos.
Quanto à Galeria de Arte, esta instituição exibe aqui sua rica coleção de obras de arte, adquiridas ou doadas de diferentes maneiras, o que representa um ativo econômico em si para o banco central, como se fossem autênticos lingotes de ouro. Essa coleção se concentra principalmente na arte contemporânea marroquina, com quadros e esculturas de artistas como Jilali Gharbaoui, Ahmed Cherkaoui, Omar Bouragba ou Farid Belkahia. Mas também há criadores estrangeiros bem representados nesta galeria, incluindo alguns dos mais notáveis “orientalistas”, como Jacques Majorelle, que foram influenciados pela luz intensa e pelo colorido vibrante das ruas do país.
Além disso, o museu conta com alguns recursos pensados para que os pequenos possam explorar as coleções de um jeito adaptado aos seus conhecimentos, assim como atividades para instituições de ensino. E, no extremo oposto, o museu também tem uma área pensada para um público MICE, ou seja, visitantes voltados ao setor empresarial e de negócios
Informações práticas para visitar o museu
O Museu do Bank al-Maghrib fica no coração da cidade, nas instalações históricas do próprio banco. Estes são os detalhes que vale a pena conhecer para a visita:
- Endereço: Angle Avenue Allal Ben Abdellah et Rue Al-Qahira
- Horário: de terça a sexta, das 9:30 às 17:30. Sábados, das 9:00 às 12:00 e das 15:00 às 18:00. Domingos, das 9:00 às 13:00. Segunda-feira fechado.
- Preço: 20 DH. Grupos de 3 pessoas ou mais: 10 DH. Grátis para estudantes e às sextas-feiras.


